segunda-feira, março 12, 2007

O lado efémero da eternidade



















Pede-se a uma escultura urbana a eternidade. Ou, pelo menos, que a represente. O problema é quando a durabilidade escultural é mais breve do que devia.
O jornal Público, na edição de hoje, questiona “Qual é o prazo de validade das obras de arte pública? Novos materiais roubaram espaço às estátuas de bronze e aos monumentos em mármore. Ninguém sabe quanto duram, mas também ninguém admite que uma escultura de 80 mil euros perca a cor e a forma em menos de 2 anos. Aconteceu em Matosinhos.”
Em Coimbra o exemplo é a escultura Longer Journey, de Pedro Cabrita Reis, no Pátio de Inquisição. “Protegida em Veneza, inadaptada em Coimbra”.

Denúncia Coimbrã: Tirem-me daqui...!!!

2 comentários:

Anónimo disse...

"Tudo o que é sólido se dissolve no ar" Karl Marx

Inko Rigível disse...

80 000 (oitente mil euros!...) Ah valente!...
Então sempre é verdade, a arte "contemporânea" não é por ser essencialmente conceptual e superiormente alheia à condição do objecto artístico "em si" que não custa dinheiro "grosso", como diria Mofina Mendes!...
Claro que entre amigos e considerando os brutos orçamentos do passado recente, um "electrodoméstico" desses, por 80 mil euritos, era dado!...
Isto incluindo aquele adágio das mãos que se lavam uma à outra e que juntas, lavam o bigode, perdão, a cara!...
Só me faz cá uma certa urticária uma questão de trazer por casa:
Então e um "electromodéstico" desses, de 16 mil contitos, não tem garantia nem dá direito a manutenção, como qualquer outra maquineta vulgar de Lineu?!...
Esta burocrática contemporaneidade é "transcendente" como convém, incomunicável como dizem os mais marotos, CUSTA OS OLHOS DA CARA E...
tem prazos de validade da maior subjectividade...
O pagode que atravessa aos milhares, apressadamente, ali a passadeira da Caixa Geral de Depósitos, mal sonha os prodígios que há logo ali, ao lado da Casa dos Pobres...