
A Comissão Central da Queima das Fitas 2007 optou não fazer o Sarau Académico no TAGV. Mais uma derrota do MP (Manuel Portela, director do TAGV)?
Para que serve um Teatro Académico?
A Sarau vai realizar-se, este ano, no Jardim da Sereia.
"Em tempos de mentira universal, dizer a verdade é um acto revolucionário". George Orwell


É certo e sabido que Portugal esperou muito para as pessoas terem direito ao voto. O voto é um mecanismos que o cidadão tem para participar.
Mas, saberá o português votar?
Politicamente, os últimos 30 anos, têm sido desastrosos. Governos que não chegam a terminar o mandato, abstenções elevadíssimas e um estado miserável em que, cada vez mais, somos a cauda da Europa.
Ultimamente, há votações para tudo. Nunca se viu tantas vezes o povo a ser chamado a votar. Mas, há revelações interessantes. Muito interessantes, diríamos (infelizmente) interessantíssimas.
Recentemente, desenterraram o “monstro da nação” (ou estaria ele maquilhado e bem vivo?). António Oliveira Salazar ganhou “uma eleição”. Incrível, não acham?
Agora, aqui já toca a cada conimbricense, a Universidade de Coimbra e as Ruínas de Conímbriga não estão na escolha das 7 Maravilhas de Portugal.
Achamos severamente injusto.
A votação ainda está a decorrer, por isso, sugerimos uma união (pelo menos desta vez) e uma votação em massa.
PARTICIPEM!
Podem votar:
Net
http://www.7maravilhas.sapo.pt/registo.asp
Telefone
Ligue 760 10 00 77 e digite o código do seu monumento preferido.
Preço da Chamada: 0.60€ + IVA
Os códigos são:
15- Universidade de Coimbra
19-Ruínas de Conímbriga
SMS

Em Coimbra é organizado o único Festival de Cinema dedicado (exclusivamente) ao cinema feito em Portugal. Chama-se Caminhos do Cinema Português. Organizado no Edifício da Associação Académica de Coimbra (AAC), pelo Centro de Estudos Cinematográficos (CEC) e pela estrutura Caminhos do Cinema Português (CCP), este Festival abre a XIX edição dia 21 e prolonga-se até 28 de Abril. A área pedagógica (Workshops) e o incentivo à criação cinematográfica (Ensaios Visuais) são outras das apostas deste evento que, pasme-se; ainda não recebeu o apoio da CMC relativo ao ano de 2005 (4 000 €), ao ano de 2006 (5 000€) e para este ano, segundo o vereador Mario Nunes, “vamos ver o que se pode arranjar”.
Fomos questionar o director do Festival, Vitor Ferreira, como era possível viajar em Caminhos tão sinuosos. Respondeu-nos: “O Festival abre com o “Filme da Treta”.


Francisco Neves


Joshua Wolf, um blogger californiano, esteve preso 226 dias por recusar revelar o autor do vídeo que inseriu no seu blog. São imagens sobre um protesto contra a cimeira que se realizava na Escócia.
Organizações de jornalistas vieram em defesa de Wolf, que é apenas um blogger e não pertence a nenhum media.







O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) recusou o segundo pedido da Reitoria da Universidade da Universidade de Coimbra (UC), dando seguimento a um projecto de investigação da antropóloga Eugénia Cunha, em que participam especialistas espanhóis.
Segundo o IPPAR “Não estavam suficientemente acauteladas as questões de salvaguarda patrimonial” e recomendou a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, a rejeitar de vez o pedido.
O Conselho Consultivo do IPPAR, cujos pareceres não são vinculativos, podendo a ministra decidir em contrário, integra representantes de várias entidades públicas, designadamente na área do ambiente, finanças e ordenamento do território, bem como da Igreja Católica e da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
A ministra da Cultura dispõe agora de 45 dias para tomar a decisão final sobre o pedido da U C. Em causa está a abertura do túmulo do “Conquistador”, para fins científicos.


Depois de fechar as portas ao público, durante os fins-de-semana por alegadas falta de verbas para a sua manutenção, o Jardim Botânico rendeu-se aos convívios académicos. É certo que poderá ser uma boa fonte de receita mas quem não está a gostar são os moradores da zona. Queixam-se do som a “bombar fortemente”, até às 7 da manhã. Não é só o barulho que os incomoda. Os excessos de álcool têm provocado a destruição a caixas da TV Cabo e da PT. Ainda ontem era visível o lixo no jardim provocado pelo convívio, de quinta-feira passada.

Homenagem ao dia Mundial do Teatro: conversa de uma marioneta para a televisão
Tenho sempre alguma dificuldade em enfrentar um “Dia Mundial” por parecer que sou convocado para uma comemoração qualquer de apoio ao oprimido (não conheço o dia mundial do milionário, mas há o da pobreza; não há o dia mundial do homem mas há o da mulher!).
Ok! Hoje é o dia mundial do teatro!
Eu esforço-me para, como um amigo meu e mestre teatral me sugeriu (Carlos Curto), o dia mundial do teatro (para quem o faz) seja todos os dias. Isso mesmo: seja! E se pensarmos que o teatro está em crise, também está toda a arte contemporânea, está a economia mundial, está o nosso país, a política, estão os valores, está o rendimento familiar dos portugueses, a própria crise já está em crise, uma espécie de metacrise… Contudo, não nos esqueçamos que a crise é sinónima de perigo, e o perigo é a eminência da criatividade, do potencial transformador, porque já não é aquilo que era, nem é aquilo que ainda não é. Não sendo o que era nem o que será, voilá! Estamos no espaço predilecto do teatro, onde tudo pode acontecer.
A crise é o espaço das convenções abaladas, é o território da formulação de problemas, do questionamento, da problematização, do pôr em causa mas, sobretudo, da imaginação para se inovar, da inteligência para se transformar.
Na rotina desaparece o utópico. E está provado que os artistas de teatro não precisam de comer, nem de pagar renda, nem de assistência de saúde, nem de espaço para trabalhar, não precisam de ter carro, nem andar de transporte público, nem de segurança social; os artistas não precisam de subsídios (mesmo quem insiste em dá-los, como a Câmara de Coimbra, e que não paga há dois anos, depois de estar aprovado em Assembleia Municipal, e a companhia ter executado o plano previsto, se ter endividado, sem nunca mais ter sido atribuído mais algum apoio); os artistas de teatro não precisam de espaços para criar, nem produzir, nem cumprir o obsessivo objectivo dos “NOVOS PÚBLICOS”, não precisam de apoio à divulgação, eu acho que os artistas nem sequer precisam de ar para respirar! Meus caros, os artistas precisam é de uma crise! Pois!_ vivemos o tempo perfeito para o teatro. Teatro e vida estão agora de mãos dadas, um para o outro. Por isso, obrigado crise da sociedade contemporânea!
Em grandes épocas históricas, o modo da percepção sensorial, como a forma de existência colectiva da humanidade, altera-se, diz-nos Walter Benjamin nos seus escritos. Tem a televisão, o cinema, os media, a Internet, o youtube, a blogosfera, o desemprego, a renda por pagar, ou a casa penhorada. A nossa percepção sensorial altera-se, o contexto de existência é novo.
Posto isto, teatro (t.) alternativo, t. ambiental, t. antropológico (ou indígena), t. autobiográfico, t. burguês, t. das mulheres, t. narrativo, t. da crueldade, t. de agit-prop, t. da arena, t. radiofónico, t. televisivo, t. de boulevard, t. de câmara, t. de director, t. de guerrilha, t. amador, t. de massa, t. de imagens, t. de objectos, t. de participação, t. pobre, t. de tese, t. dentro do teatro, t. de rua, t. didático, t. documentário, t. equestre, t. espontâneo, t. experimental, t. laboratório, t. musical, t. invisível, t. mecânico, t. materialista, t. gestual, t. mínimo, t. numa poltrona, t. popular, t. político, t. total, happening, performance, t. dos significados misturados, anti-teatro, todos: vamos embora! É agora!
Ricardo Seiça – projecto BUH!
27 Março 2007

O programa político autárquico em Coimbra não é, e parece nunca ter sido, orientado para a comunidade estudantil. Parece que a inevitabilidade dos estudantes se aproxima do estatuto de um turista que, como parasse o tempo, pernoita na cidade e, sem remédio alternativo, se pisga logo que o dinheiro das propinas resolva a situação do sucesso escolar.


Foi suspenso o julgamento do caso Urbanização Jardins do Mondego. O Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra requereu a constituição de uma segunda comissão de peritos. Será constituída uma equipa de 5 elementos (na qual não podem participar as peritas anteriores) que deverá elaborar um segundo parecer. Só depois o julgamento retomará. Não confundir julgamento com esquecimento, esperamos…