


Na Sé Velha os grafitis e os “chanatos” luminotécnicos deixam os turistas espanhois, em elevado numero nestas férias, muito sorridentes.
- “puta madre...”
"Em tempos de mentira universal, dizer a verdade é um acto revolucionário". George Orwell






O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) recusou o segundo pedido da Reitoria da Universidade da Universidade de Coimbra (UC), dando seguimento a um projecto de investigação da antropóloga Eugénia Cunha, em que participam especialistas espanhóis.
Segundo o IPPAR “Não estavam suficientemente acauteladas as questões de salvaguarda patrimonial” e recomendou a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, a rejeitar de vez o pedido.
O Conselho Consultivo do IPPAR, cujos pareceres não são vinculativos, podendo a ministra decidir em contrário, integra representantes de várias entidades públicas, designadamente na área do ambiente, finanças e ordenamento do território, bem como da Igreja Católica e da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
A ministra da Cultura dispõe agora de 45 dias para tomar a decisão final sobre o pedido da U C. Em causa está a abertura do túmulo do “Conquistador”, para fins científicos.


Depois de fechar as portas ao público, durante os fins-de-semana por alegadas falta de verbas para a sua manutenção, o Jardim Botânico rendeu-se aos convívios académicos. É certo que poderá ser uma boa fonte de receita mas quem não está a gostar são os moradores da zona. Queixam-se do som a “bombar fortemente”, até às 7 da manhã. Não é só o barulho que os incomoda. Os excessos de álcool têm provocado a destruição a caixas da TV Cabo e da PT. Ainda ontem era visível o lixo no jardim provocado pelo convívio, de quinta-feira passada.

Homenagem ao dia Mundial do Teatro: conversa de uma marioneta para a televisão
Tenho sempre alguma dificuldade em enfrentar um “Dia Mundial” por parecer que sou convocado para uma comemoração qualquer de apoio ao oprimido (não conheço o dia mundial do milionário, mas há o da pobreza; não há o dia mundial do homem mas há o da mulher!).
Ok! Hoje é o dia mundial do teatro!
Eu esforço-me para, como um amigo meu e mestre teatral me sugeriu (Carlos Curto), o dia mundial do teatro (para quem o faz) seja todos os dias. Isso mesmo: seja! E se pensarmos que o teatro está em crise, também está toda a arte contemporânea, está a economia mundial, está o nosso país, a política, estão os valores, está o rendimento familiar dos portugueses, a própria crise já está em crise, uma espécie de metacrise… Contudo, não nos esqueçamos que a crise é sinónima de perigo, e o perigo é a eminência da criatividade, do potencial transformador, porque já não é aquilo que era, nem é aquilo que ainda não é. Não sendo o que era nem o que será, voilá! Estamos no espaço predilecto do teatro, onde tudo pode acontecer.
A crise é o espaço das convenções abaladas, é o território da formulação de problemas, do questionamento, da problematização, do pôr em causa mas, sobretudo, da imaginação para se inovar, da inteligência para se transformar.
Na rotina desaparece o utópico. E está provado que os artistas de teatro não precisam de comer, nem de pagar renda, nem de assistência de saúde, nem de espaço para trabalhar, não precisam de ter carro, nem andar de transporte público, nem de segurança social; os artistas não precisam de subsídios (mesmo quem insiste em dá-los, como a Câmara de Coimbra, e que não paga há dois anos, depois de estar aprovado em Assembleia Municipal, e a companhia ter executado o plano previsto, se ter endividado, sem nunca mais ter sido atribuído mais algum apoio); os artistas de teatro não precisam de espaços para criar, nem produzir, nem cumprir o obsessivo objectivo dos “NOVOS PÚBLICOS”, não precisam de apoio à divulgação, eu acho que os artistas nem sequer precisam de ar para respirar! Meus caros, os artistas precisam é de uma crise! Pois!_ vivemos o tempo perfeito para o teatro. Teatro e vida estão agora de mãos dadas, um para o outro. Por isso, obrigado crise da sociedade contemporânea!
Em grandes épocas históricas, o modo da percepção sensorial, como a forma de existência colectiva da humanidade, altera-se, diz-nos Walter Benjamin nos seus escritos. Tem a televisão, o cinema, os media, a Internet, o youtube, a blogosfera, o desemprego, a renda por pagar, ou a casa penhorada. A nossa percepção sensorial altera-se, o contexto de existência é novo.
Posto isto, teatro (t.) alternativo, t. ambiental, t. antropológico (ou indígena), t. autobiográfico, t. burguês, t. das mulheres, t. narrativo, t. da crueldade, t. de agit-prop, t. da arena, t. radiofónico, t. televisivo, t. de boulevard, t. de câmara, t. de director, t. de guerrilha, t. amador, t. de massa, t. de imagens, t. de objectos, t. de participação, t. pobre, t. de tese, t. dentro do teatro, t. de rua, t. didático, t. documentário, t. equestre, t. espontâneo, t. experimental, t. laboratório, t. musical, t. invisível, t. mecânico, t. materialista, t. gestual, t. mínimo, t. numa poltrona, t. popular, t. político, t. total, happening, performance, t. dos significados misturados, anti-teatro, todos: vamos embora! É agora!
Ricardo Seiça – projecto BUH!
27 Março 2007

O programa político autárquico em Coimbra não é, e parece nunca ter sido, orientado para a comunidade estudantil. Parece que a inevitabilidade dos estudantes se aproxima do estatuto de um turista que, como parasse o tempo, pernoita na cidade e, sem remédio alternativo, se pisga logo que o dinheiro das propinas resolva a situação do sucesso escolar.


Foi suspenso o julgamento do caso Urbanização Jardins do Mondego. O Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra requereu a constituição de uma segunda comissão de peritos. Será constituída uma equipa de 5 elementos (na qual não podem participar as peritas anteriores) que deverá elaborar um segundo parecer. Só depois o julgamento retomará. Não confundir julgamento com esquecimento, esperamos…

Ora aí está! Tudo aquilo que pretendíamos. Criar opiniões, acções e combater a inércia. O jornalista Sansão Coelho, no jornal O Despertar dirigido por Fausto Correia, caracteriza e justifica a importância dos blogues na sociedade de hoje à escala mundial. Este experiente jornalista sabe analisar a actualidade de uma forma muito lúcida e exemplar. Foi no contexto de um artigo de opinião que editamos, de Paulo Fonseca da Fila K Cineclube, que Sansão Coelho chama a atenção para a inutilidade da inércia. Ou para o questionamento se vale a pena, ou não, intervir-mos activamente. Esperamos que Paulo Fonseca reaja à humilde sugestão deste prestigiado profissional da comunicação em Coimbra.

Duas placas toponímicas originaram uma guerrilha entre as freguesias de S. Martinho do Bispo e Santa Clara. Alqueves testemunha um episódio caricato. Duas placas foram colocadas lado a lado, por ambas as juntas de freguesia, na nova urbanização entre Mesura e o Hospital dos Covões. As duas freguesias reclamam anexação do espaço.
O presidente da Junta de S. Martinho, Antonino Antunes, lamentou o silêncio das autoridades competentes, nomeadamente da Câmara Municipal de Coimbra que, afirmou., «deveria mediar o problema».
Afinal onde anda o sr. placas? Sim, o vereador Mário Nunes. Aquele que rejeitou o nome de Aristides Sousa Mendes para o nome de uma rua em Coimbra? Lembram-se?
Que andará ele a fazer, em vez de mediar estas confusões?
Mais curioso ainda, o nome da rua, Caminho das Vinhas.

No dia (14) em que o Pankas malhou na nossa imprensa regional, o Diário As Beiras informava ser o primeiro jornal português com certificação de qualidade. Que feliz coincidência. Os nossos parabéns a António Abrantes e ao grande estratega da informação, Soares Rebelo. É notória a evolução deste jornal e, como conimbricenses, devemos estar orgulhosos a agradecidos ao Diário As Beiras.
Nós temos um carinho muito especial por este diário de Coimbra (não confundam, p.f.) porque dá voz ao mais pateta e hipócrita vereador da cultura, que a CMC já conheceu. São maravilhosas as suas dissertações culturais.
Tirando isso, este jornal tem sabido evoluir. Muito embora seja insuficiente em termos de cobertura cultural. Precisava de mais Lidias Pereiras e que os seus editores apostassem mais na área da cultura.
Este diário, é um dos poucos oásis neste deserto da Lusa Atenas. Nos jornais nacionais a invisibilidade coimbrã é evidente. As delegações funcionam a meio gás e mal. O espaço dado a Coimbra é cada vez menor. Parece que aqui não se passa nada. E passará?


O mesmo acontece com outras instituições que estão sob a alçada do Centro Distrital de Segurança Social de Coimbra. Os responsáveis confirmaram «a grande dificuldade» que já sentem em «pagar aos colaboradores», mas, mais grave ainda, em manter a actividade e continuar a dar às crianças com NEE o apoio de que necessitam e que as respectivas escolas assumiram não terem capacidade técnica para fornecer.
«Na quase maioria dos casos, são as próprias escolas quem nos encaminham as crianças porque não têm técnicos, nem especialização, para os acompanhar», confirmou uma responsável, garantindo ainda que «há problemas que não podem ser resolvidos em meio escolar» como a Terapia da Fala, a Psicoterapia ou a Terapia Ocupacional, entre outros, que são prestados nestes gabinetes privados. Também é possível uma consulta num hospital, mas, em muitos casos, a lista de espera «ultrapassa um ano», garante.