
quinta-feira, março 22, 2007
terça-feira, março 20, 2007
UMA CARTA DE URGÊNCIAS PARA PAULO FONSECA, de Sansão Coelho

Ora aí está! Tudo aquilo que pretendíamos. Criar opiniões, acções e combater a inércia. O jornalista Sansão Coelho, no jornal O Despertar dirigido por Fausto Correia, caracteriza e justifica a importância dos blogues na sociedade de hoje à escala mundial. Este experiente jornalista sabe analisar a actualidade de uma forma muito lúcida e exemplar. Foi no contexto de um artigo de opinião que editamos, de Paulo Fonseca da Fila K Cineclube, que Sansão Coelho chama a atenção para a inutilidade da inércia. Ou para o questionamento se vale a pena, ou não, intervir-mos activamente. Esperamos que Paulo Fonseca reaja à humilde sugestão deste prestigiado profissional da comunicação em Coimbra.
"Natrureza"?
segunda-feira, março 19, 2007
Duas Placas?

Duas placas toponímicas originaram uma guerrilha entre as freguesias de S. Martinho do Bispo e Santa Clara. Alqueves testemunha um episódio caricato. Duas placas foram colocadas lado a lado, por ambas as juntas de freguesia, na nova urbanização entre Mesura e o Hospital dos Covões. As duas freguesias reclamam anexação do espaço.
O presidente da Junta de S. Martinho, Antonino Antunes, lamentou o silêncio das autoridades competentes, nomeadamente da Câmara Municipal de Coimbra que, afirmou., «deveria mediar o problema».
Afinal onde anda o sr. placas? Sim, o vereador Mário Nunes. Aquele que rejeitou o nome de Aristides Sousa Mendes para o nome de uma rua em Coimbra? Lembram-se?
Que andará ele a fazer, em vez de mediar estas confusões?
Mais curioso ainda, o nome da rua, Caminho das Vinhas.
domingo, março 18, 2007
Rico sonho
sexta-feira, março 16, 2007
Certificação de Qualidade

No dia (14) em que o Pankas malhou na nossa imprensa regional, o Diário As Beiras informava ser o primeiro jornal português com certificação de qualidade. Que feliz coincidência. Os nossos parabéns a António Abrantes e ao grande estratega da informação, Soares Rebelo. É notória a evolução deste jornal e, como conimbricenses, devemos estar orgulhosos a agradecidos ao Diário As Beiras.
Nós temos um carinho muito especial por este diário de Coimbra (não confundam, p.f.) porque dá voz ao mais pateta e hipócrita vereador da cultura, que a CMC já conheceu. São maravilhosas as suas dissertações culturais.
Tirando isso, este jornal tem sabido evoluir. Muito embora seja insuficiente em termos de cobertura cultural. Precisava de mais Lidias Pereiras e que os seus editores apostassem mais na área da cultura.
Este diário, é um dos poucos oásis neste deserto da Lusa Atenas. Nos jornais nacionais a invisibilidade coimbrã é evidente. As delegações funcionam a meio gás e mal. O espaço dado a Coimbra é cada vez menor. Parece que aqui não se passa nada. E passará?
quarta-feira, março 14, 2007
Jornalismo em Coimbra

Costumo ler o Diário de Coimbra, ou As Beiras, a beber café (porque se esgotam com um galão). Encontro sempre erros ortográficos, ou gralhas tipográficas ou, ainda pior, jornalismo de rolo higiénico_ o jornalismo que não é feito às claras (retirando, lá está, o opinativo das crónicas de meia dúzia de políticos que se “distanciam” e que, por isso, se justificam_ como sempre distanciados da realidade que governam_ mas já lá vamos). Se bebo um galão, tenho tempo para ler o Público, o DN, ou o JN, também eles têm espaço para o local das Beiras, Litoral e Interior. Apesar destes não terem gralhas ortográficas, fico sempre com azedume de não passarem para um plano nacional, sobretudo quando são notícias que projectam a terra, perdão!_ o cimento, para o exterior (no mau e no bom que ele tem_ a cidade), porque são impressos no Centro mas não no resto do país.
O jornalismo local conimbricense ou é tosco, explorador de estagiários e estagiárias ansiosas para acabar o novo curso; ou tem editores capazes de não se preocupar em informar (no sentido da investigação jornalística)_ para não dizer oportunistas, ou regentes pela cabala e, aí, se justificam os erros ortográficos, uma vez que se desleixam para o público receptor, tratando-os como estúpidos, ignóbeis ou, na melhor das hipóteses, senhores doutores com capacidade para, em vez de sudoku, se divertirem a descobrir os erros no diário acabado de sair; ou, então, é tosco porque se congemina numa corporação que conecta governo político vigente, jornalismo, e investidores.
Quanto ao Diário de Coimbra todos sabemos que vem de uma velha família da época ditatorial e que sempre se amanharam por estas bandas, não fosse o capitalismo a ditadura da pós-modernidade. Compreende-se que não explore alguns temas malignos para a acção política local. E aquela que fazem, ou não vem assinada (digamos, um desconto que se faz a algum estagiário), ou apenas faz copy/paste de alguma entidade exterior que enviou o portfolio delator (acrescentando-lhe_ parece óbvio_ os erros ortográficos). Também podem colocar o vereador da cultura a fazer crítica de teatro (como uma notícia abaixo neste blog), que não paga o único subsídio que atribuiu à maior parte das companhias existentes há mais de 5 anos (excepção feita ao Teatrão e A Escola da Noite), e que foi em 2005, nem que nunca foi ver uma peça delas (2 anos para pagar o que está feito e foi aprovado
Temos, igualmente, o Diário das Beiras que, não tendo tantas gralhas ortográficas, tem as mesmas notícias! Quer isto dizer que anda tudo a pagar ordenado a jornalistas para fazer o mesmo, andar atrás das reuniões municipais, dos fogos florestais, das tragédias familiares, dos sucessos empresariais (aqui, já se têm de afastar um pouco de Coimbra). E depois temos os jornais nacionais que têm um espaço para o local, um texto melhor escrito, mas que não passam do local! Também estes seguem a linha editorial dos jornais estritamente locais e, todos, para o mesmo público-alvo. Pergunta-se como é que se pode beber mais que um café, pronto, um galão quente, a ler os jornais sobre a região e ser-se informado do que se passa?
Só para terminar, uma última questão: se fazem um curso de jornalismo em Coimbra para isto, é este o destino que as empresas de informação querem dar aos noviços? Dar-se estágios em jornais locais, não remunerados, e ficarem conhecidos pela fraqueza do proveito? Provavelmente, tudo isto está correlacionado com a cidade dos doutores que, provavelmente, consideram isto tudo sem importância, porque continuam o seu trabalho remunerado mesmo sem irem à universidade, mesmo sem lerem os jornais. Esquecem-se, contudo, que uma universidade que não lê e tem atenção aos jornais não é, nem será, uma boa universidade.
terça-feira, março 13, 2007
Estado miserável

O mesmo acontece com outras instituições que estão sob a alçada do Centro Distrital de Segurança Social de Coimbra. Os responsáveis confirmaram «a grande dificuldade» que já sentem em «pagar aos colaboradores», mas, mais grave ainda, em manter a actividade e continuar a dar às crianças com NEE o apoio de que necessitam e que as respectivas escolas assumiram não terem capacidade técnica para fornecer.
«Na quase maioria dos casos, são as próprias escolas quem nos encaminham as crianças porque não têm técnicos, nem especialização, para os acompanhar», confirmou uma responsável, garantindo ainda que «há problemas que não podem ser resolvidos em meio escolar» como a Terapia da Fala, a Psicoterapia ou a Terapia Ocupacional, entre outros, que são prestados nestes gabinetes privados. Também é possível uma consulta num hospital, mas, em muitos casos, a lista de espera «ultrapassa um ano», garante.
segunda-feira, março 12, 2007
O lado efémero da eternidade
O jornal Público, na edição de hoje, questiona “Qual é o prazo de validade das obras de arte pública? Novos materiais roubaram espaço às estátuas de bronze e aos monumentos em mármore. Ninguém sabe quanto duram, mas também ninguém admite que uma escultura de 80 mil euros perca a cor e a forma em menos de 2 anos. Aconteceu em Matosinhos.”
Em Coimbra o exemplo é a escultura Longer Journey, de Pedro Cabrita Reis, no Pátio de Inquisição. “Protegida em Veneza, inadaptada em Coimbra”.
Denúncia Coimbrã: Tirem-me daqui...!!!
(In) Expressão Cultural
domingo, março 11, 2007
quarta-feira, março 07, 2007
Na Av. Gouveia Monteiro mando eu
Que tal outro referendo?
Lusitanea banhada?

Irregularidades financeiras detectadas, por uma auditoria independente solicitada pela CCDRC, à campanha “Lusitanea” que a Associação para o Desenvolvimento do Turismo da Região Centro (ADTREC) organizou durante o Euro 2004.
Falta de recibos justificativos de despesas e de documentos de garantias bancárias, ausência de concursos públicos e adjudicação de iniciativas por consulta própria podem levar à devolução de 2 milhões de euros. Esta campanha custou mais de 5,4 milhões de euros. Ainda não se sabe se é banhada, ou não. Que tal um referendo?
segunda-feira, março 05, 2007
sábado, março 03, 2007
TAGV não paga a colaboradores


Os 21 assistentes de sala, funcionários das bilheteiras e porteiros gerais do Teatro Académico Gil Vicente (TAGV) protestaram, ontem à noite, pelo atraso dos vencimentos. O pagamento de salários está em atraso três meses. O protesto simbólico foi realizado por ocasião do espectáculo inaugural da IX Semana Cultural da Universidade de Coimbra - um espectáculo de dança contemporânea da companhia de Olga Roriz, intitulado "Daqui em Diante".
"Pretendemos chamar a atenção dos espectadores para a nossa situação, não é objectivo prejudicar o teatro nem as pessoas que aqui trabalham", referiu Marisa Borges, porta-voz dos colaboradores do TAGV que realizaram o protesto.
O director do TAGV, Manuel Portela, refere num comunicado à imprensa, que a direcção "em reunião havida hoje na administração da Universidade de Coimbra, tem a garantia de que os meses em atraso serão processados já na próxima semana".
"A direcção do TAGV reconhece a inteira justiça do protesto e tudo fará para que os motivos que estão na sua base não voltem a ocorrer", promete ainda Manuel Portela que explica a situação com a falta de apoios para o funcionamento da instituição. "Os anos de 2005 e 2006 foram anos de expectativas goradas para o Teatro Académico de Gil Vicente. Nem o Ministério da Cultura, nem a Câmara Municipal de Coimbra reconheceram e apoiaram condignamente o serviço público prestado pelo Teatro", denuncia o director.
O TAGV "tem sido negativamente discriminado" e que a discriminação negativa "decorre não apenas do seu enquadramento jurídico peculiar mas da evidente falta de visão dos responsáveis políticos locais e nacionais no que diz respeito ao financiamento de uma instituição desta natureza", conclui o director.
sexta-feira, março 02, 2007
O périplo do sábio

Depois do teatro, o senhor foi ao cinema. Anda no terreno e a analise do que vê é estonteantemente estúpido. Palavras do senhor: “Não temos números, mas pela nossa ida àquelas salas -(referia-se ao Dolce Vita e Fórum)- verificamos que os nomes dos realizadores, os títulos, os conteúdos e a publicidade dos filmes são responsáveis pela afluência, enquanto que as que fecharam (definitiva o Gira, segundo dizem, e definitiva ou temporariamente o Avenida), a qualidade das películas (leia-se técnica e conteúdo) baixara, associada à diminuição dos espectadores”.
Se bem percebemos tamanha imbecilidade, o senhor tira umas conclusões bizarras.
È sabido que o Avenida estava apostar numa programação com qualidade alternativa, fugindo assim ao mainstream das outras salas. Tinha, em colaboração com a Alliance Française, mostras de cinema francês. Se o senhor questiona a qualidade do cinema Francês, então o senhor é néscio. O que matou o Avenida não foi a qualidade das películas, senhor.
O senhor enaltece os Caminhos do Cinema Português (e muito bem) e “Cinemania” que a CMC organiza. Curioso o esquecimento que faz ao FilaKCineclube, que a CMC apoia.
Meu senhor, nessa viagem que anda a fazer pelas várias expressões artísticas, aqui o Mabeko - o Kabecilha - está mortinho para que fale da fotografia em Coimbra.
Desprotecção

Susana Lobo, uma das mais interessantes arquitectas conimbricenses da nova geração, entregou ao IPPAR, no início de Fevereiro, um pedido de classificação do conjunto que compõe o Edifício da AAC. Documento que deverá ser anexo ao processo de classificação que aquele instituto tem já em curso. A par desse documento, uma preocupação. O painel de azulejos desenhados por Abel Manta está “no meio de contentores e materiais de construção das obras do Edifício das Caldeiras, sem qualquer tipo de protecção”, alertou, na altura, a arquitecta. A situação mantém-se, desde então.
O processo de candidatura de classificação, argumentou Susana Lobo, obriga, por lei, a que se tomem determinadas medidas de preservação, medidas estas que poderão não estar a ser respeitadas, nomeadamente no que diz respeito à obra de Abel Manta.














