sábado, fevereiro 10, 2007

Um abaixo-assinado está a circular entre os moradores e comerciantes do Terreiro da Erva com a finalidade de requerem mais policiamento para a zona. O motivo é a falta de segurança existente no local e que ultimamente tem originado focos de violência.
O documento será enviado ao Governador Civil de Coimbra.
Alguns moradores do Terreiro da Erva acusam a população toxicodependente, apoiada pela Cáritas Diocesana, de ser os principais causadores dos assaltos, ameaças constantes e arremesso de pedras contra automóveis.
“Os meus netos não podem brincar aqui porque aparecem seringas no chão”, acusa um morador.


















Fotografias de Paulo Abrantes

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Aluga-se T0 nas Químicas
























O postal ilustrado de uma cidade que quis ser Capital Europeia da Cultura. Bem no centro da Universidade, na cave das Químicas / Auditório da Reitoria, qualquer vão de escada é facilmente adaptável ás novas tendências arquitectónicas dos sem abrigo. Não queremos que esta denúncia sirva para pontapearem de lá as pessoas, mas sim que a segurança social (e a Universidade?) olhem para estas necessidades e as façam cobro.



















Fotografias_Repórter Espião

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

"PCP" ás moscas


















Pavilhão Centro de Portugal ás moscas. Numa visita que fizemos, ao afamado Pv. Centro Portugal (PCP), fomos informados que não havia nenhuma exposição. Sem questionarmos nada a (simpática e educada) funcionária informou-nos que, embora o PCP seja tutelado pela CMC / Dep. Cultura, a programação é feita no Porto, em Serralves. Adiantou-nos também que ainda não tinham, de Serralves, a programação para 2007.
É curioso ver uma área de 1375 metros quadrados entregues ao vazio. Como ridículo é saber as respostas cliché da CMC – “falta de espaços”. É sistemática a resposta. É frequente a estupidez e os “enlatados” de Serralves. Desta vez…nem isso!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

A pagar

























Jardim Botânico a pagar. Acabaram-se os doces beijos a contemplar a natureza. Não há dinheiro para pagar tanta despesa. Cerca de 90% do encaixe financeiro do estado, que o Jardim Botânico recebe, é para pagar a funcionários e despesas correntes.
Querem natureza? Paguem!

sábado, fevereiro 03, 2007

Repórter espião

























O voo rasteiro do repórter espião. Revelou-nos que não era dr nem bebia copos com intelectuais. Anda sempre com a máquina discreta e quando encontra motivo de denúncia…click, está a enviar rapidamente para o Denúncia Coimbrã. Estes gestos de cidadania são sempre bem vindos e publicáveis.


























Parque Manuel Braga

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

O que ele sabe...


















O que este lustroso cérebro sabe. Estamos espantados e maravilhados em saber que o Santo António de Coimbra foi soldado raso em Lagos. Temos um enorme orgulho em saber que temos um vereador da cultura que tanto sabe do passado. Mas, perdemos logo essa vaidade quando esse vereador desconhece o presente. E o que se passa é que há muitas pessoas que estão atravessar momentos terríveis de sobrevivência graças à falta de palavra e seriedade do vereador, e de todos aqueles que lhe dão protecção.

Valha-nos Santo António. O de Coimbra e que foi soldado raso em Lagos.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Atelantes?









Estas cenas dos erros até são úteis. Nem que seja para estarmos mais atentos. E foi a atenção que nos pôs a pensar qual seria o significado de “Atelante”. Foi aí que descobrimos o erro. Não é atelantes. Mas sim, atlantes.

do Lat. Atlante, n. pr.
s. m.,
Titã mitológico que sustentava na nuca a abóbada celeste (grafado com inicial maiúscula);
figura de homem que sustenta cornija, esfera, etc. ;

fig.,
pessoa que tem a seu cargo negócios graves;
sustentáculo.

Os nossos Eros. Desculpem, Erros.

Confessamos que a ansiedade inerente ao acto de denunciar faz, por vezes, com que aquilo que pensamos escrever não seja exactamente o que transpomos para o teclado. Gera uma disfunção ortográfica. As nossas desculpas pelo mau português. É que numa cidade com tantos drs, estudantes e intelectuais presunçosos, um erro ortográfico pode merecer linchamento (intelectual) público. Estamos conscientes que não ambicionamos o prémio Pulitzer nem queremos substituir os jornalistas da nossa terra. Reconhecemos as nossas limitações linguísticas mas preferimos, de longe, o erro ortográfico à passividade dos senhores (as) que sabem tudo mas não sabem que o maior erro é ser inútil. Ineficaz. Permissivo. Improdutivo.

Quem detectar um erro ou uma má construção de frase, envie-nos a correcção. Assim, aprendemos todos. Temos humildade em conhecer e melhorar. Mas, também consideramos que os que julgam o erro ortográfico mais significativo do que a causa que o levou a cometer, acarretam em si um vazio incomensurável.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Vós blogais? Eles blogam.














Todos a blogar. É da blogosfera que se trata. A que paira por aqui, principalmente. Já adquirimos adeptos e simpatizantes de relevo, alguns “inimigos” também mas, tudo faz parte quando se quer fazer algo. É por isso que cá estamos, para contrariar e fazermos o que nos apetece. Intervir, se possível. Mas não estamos sozinhos. Ainda bem.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Censurado?




































Conforme tínhamos prometido fomos ver o espectáculo “Sós em Miami”, da companhia de Bragança TEATRO em MOVIMENTO, que foi censurada pela direcção do TAGV. É uma peça de intervenção e denuncia o julgamento de Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino, António Guerrero e Fernando González. Cinco jovens cubanos presos nas cadeias norte-americanas. É uma reflexão crítica colectiva sobre um julgamento fantoche. Um grito actual e real onde só a verdade é revolucionária e interventora. Não entendemos o argumento do TAGV ao censurar este espectáculo. Ao faze-lo está a censurar a verdade e ajudar a condenar mais 5 inocentes. Gostávamos que definisse melhor o que é, para si, “demasiado panfletário”, sr. Director.

Em humorada conversa, com um dos responsáveis pelo espectáculo, a mudança para o Auditório do IPJ até foi melhor em termos técnicos e a idiota censura teve o seu lado positivo porque, este espectáculo, chegou ao conhecimento do governo em Cuba. Bingo! É para isso que a arte interventiva serve. Saber comunicar com a verdade. Um dos espectadores que não se deixou censurar foi Mário Nunes, vereador da cultura, ali estava ele a ouvir a verdades todas. Nuas, cruas mas libertárias. Sem medos.

Para dar credibilidade, não só à causa como ao trabalho da companhia, estava nem mais nem menos, a Adida Cultural de Cuba em Portugal e o Embaixador de Cuba.

Sr. Director, para a próxima vá tomar café com o Magnifico Reitor e, obviamente, demita-se.

Ultima sessão em Coimbra, dia 29 ás 21.30H.

sábado, janeiro 27, 2007

Assalto à caixa de esmolas










A peça de teatro Physicomic – uma comédia física com física cómica” transformou-se num drama, na sexta-feira passada. Entre as 2 sessões que companhia conimbricense Encerrado para Obras tinha programado, para esse dia, alguém furtou os € 85 realizados. Se pensarmos que a quantia é mínima, não podemos esquecer as dificuldades que este grupo de teatro vive no presente. A CMC não honra os compromissos com esta companhia, há ano e meio. Todos os cêntimos são necessários para a sobrevivência e desenvolvimento do trabalho característico que procuram seguir, com regularidade. O cruzamento que fazem, entre a arte de representar e a ciência, projecta-os para a área pedagógica. Uma outra forma de dar o conhecimento cientifico, entre uma gargalhada e uma abordagem acessível a todos.

Sugerimos à CMC que, se não paga o que deve, coloque 2 agentes da Policia Municipal nas bilheteiras dos espectáculos. É que se a moda pega vamos ver muitos “artistas” a ir ao teatro.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

quarta-feira, janeiro 24, 2007

A (re) volta da Marreta


















Há coisas absolutamente estúpidas quiçá desnecessárias, mas típicas, no pior sentido, nesta cidade, levadas a cabo por "cerebelos" que estão cada vez mais a destruir possibilidades de criação cultural. Impávidos e serenos se mantêm aqueles que de algum modo lá terão as suas razões para tais silêncios. Porque razão a polícia municipal não recebe ordens para manter a paz e serenidade na zona da Alta de Coimbra que está a entrar numa espiral de problemas de segurança de pessoas e bens? Área de intervenção seguramente mais útil, pergunte-se in loco a qualquer residente ou comerciante da mesma. Não é preciso ser bruxa para se perceber que tudo isso se irá agravar acaso não se solucione os problemas que lhes dão origem. Prevejo já queixas de turistas no próximo Verão pois não se vislumbra nada de bom. Anda uma petição em circulação para o alerta às entidades responsáveis.

Alguém se queixou "do homem estátua"? E se sim com que argumentos?
Qual é o problema das artes de rua utilizarem exactamente a via pública, portanto de todos e espaço óbvio para tais intervenções artísticas, para passarem à população aquilo que uma política INEXISTENTE a nível dos responsáveis culturais da CMC nem sequer apoiam? Que mal estaria a fazer a personagem na rua? E se estivesse, a actuação da polícia municipal não indignaria, o que não foi o caso Que desordem estava a provocar? Quanto estava essa estátua a delapidar ao erário público? E já agora quanto delapidam, todos os dias os senhores que deveriam ser responsáveis e responsabilizados pela gestão de dinheiros públicos?

As artes de rua podem muito bem ser e são-o de algum modo parte da vida de uma Baixa que a todo o custo, lenta mas objectivamente estão a destruir.

Pergunte-se, por exemplo, porque razão foi congelado o estudo feito pela Universidade de Coimbra, que nos jornais leu-se custar um milhão de euros (ainda não pagos) e que afinal está a marinar nas voltas e manobras das entidades (ir)responsáveis? Porque razão não se explica ao povinho que afinal o dito estudo previa a demolição sim mas apenas de 5 a 6% da zona a intervencionar, coisa que obviamente não interessa a uma aberração de nome chamada Sociedade de Reabilitação Urbana que quer e vai fazê-lo - demolir 30% ou mais? SRU da qual os famosos jornalistas desta cidade nem sequer falam. Que miséria... A técnica do "deixar apodrecer" serve perfeitamente às chamadas condições naturais de termos de deitar abaixo para.... os interesses fazerem e instalarem-se a seu bel prazer. E depois vem a cantilena de que havia risco de derrocada e logo "altas preocupações" de segurança com as pessoas? Sim também mas não ceguem. Quem são os responsáveis pela degradação das condições de vida, do parque habitacional e de tudo o que se degrada dentro de uma cidade? O "homem ou mulher estátua"? Os cidadãos? Os cidadãos que se lixem, contam é as estratégias de rendimento. Mas não percebo, o estudo estava mal feito? Questões sociais, patrimoniais, históricas, de tradição estão nas mãos dos interesses... privados. Portanto está tudo entregue à bicharada.

Há pessoas que se preocupam, outras não sabem, muitas não querem saber porque não lhes interessa. Outras, ocupadas com os seus afazeres nem se dão conta.

Afinal porque não deitam abaixo TODA a Baixa de Coimbra? Era preferível a ver a agonia lenta em que se encontram habitantes e comércio à anos, dezenas de anos a fio?
Foi um desabafo, desculpem lá se interrompi o silêncio.
Ass: a marreta

p.s.: já agora deixem-me largar aqui mais uma do dpt. (in)cultural da CMC... para a destruição de algumas das poucas actividades que sectores culturais bem como algum do comércio da Baixa tenta fazer para reanimar a zona contra-a-maré, o dito dept. passou a cobrar taxas de cerca de 90euros quando para idênticos efeitos (que agora não enumero) cobrava 6euros. Lá poderá haver quem não se queixe pela forma de bastidores que adopta para levar as suas coisas avante mas há claramente discriminação de taxas, legais é certo, mas que poderiam incentivar actividades culturais necessárias como pão para a boca e que afinal correm o risco de não se realizarem porque algum "cerebelo" se lembrou de cobrar muito mais alto aquilo que deveria ser simplificado. Alguns amigos safam-se. Já pensei em arranjar o cartão mas ainda não descobri em que "clube" me inscrever... ACORDEM e quando acordarem, afirmo já, não quero cartão algum... nunca quis.

Rua Daqui!!!






























Está um homem estátua sentado no domingo à tarde na Ferreira Borges. A Polícia Municipal passa e descobre que a estátua tem de se fazer homem, pagar licenças, e não pode estar ali.

A solidão de 4 polícias municipais num domingo atropela um artista de rua. Obriga à presença da PSP.

As artes de rua são animação gratuita para a câmara e comércio local.
Cobram directamente ao transeunte o seu trabalho.

Um artista da rua perdeu uma tarde de trabalho com isto. A polícia municipal que temos. A polícia municipal não terá mais nada para fazer, precisamente porque não tem nada para fazer.


J. António de Aguiar

Fernando, nós é que agradecemos.















Queria agradecer pelo trabalho que fizeram. Bom trabalho!

Se precisarem de alguma ajuda, para mais alguma coisa, digam.
Eu, tal como vocês, também apelo pela verdade.
Estou farto desta falsidade não só das câmaras/governos mas também das pessoas.
Abraços e continuação de um bom trabalho.

Fernando Ribeiro

terça-feira, janeiro 23, 2007

Geração Blogue


O Blogue democratizou a facilidade técnica de podermos ser capazes de nos exprimirmos em público, criando elos humanos na rede e tornando o indivíduo interveniente, participativo. A nova transformação introduzida pelos blogues revela, segundo Giuseppe Granieri no seu livro Geração Blogue, a consciência individual de cada comunicador deste universo. O relevante, segundo este bloguista e jornalista italiano, é o modo como a comunidade de indivíduos se pode organizar espontaneamente. Exactamente como uma comunidade de formigas, não no sentido obreiro mas sim ao funcionamento espontâneo e aleatório de uma comunidade. Assim, agindo enquanto colectivo, a demissão do senador republicano Trent Lott, nos EUA, foi a consequência dessa atitude. Outra dimensão assinalável foi a seguir ao 11 de Março, em Espanha. A sociedade espanhola usou a Internet como o foco de uma efectiva democracia participativa.

É esse o caminho que o b/DC pretende trilhar. Não interessa o nome do indivíduo, mas sim a sua obra, a sua postura e a sua observação. Muitos julgam-nos idiotas por sermos anónimos e que assim… bla, bla, bla, tretas & tudo!!!

Interessa é a denúncia, não quem faz a denúncia. Não ofendemos, não injuriamos e não omitimos. Apenas contribuímos.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

TAGV censura TEATRO em MOVIMENTO

















A direcção do Teatro Académico de Gil Vicente censurou o espectáculo, já programado há meses, “Sós em Miami” da companhia de Bragança TEATRO em MOVIMENTO.
A peça conta a experiência de 5 cubanos julgados em Miami e procura sensibilizar para um problema actual, EUA versus Cuba.
Pelo seu conteúdo, alegando que o texto da peça era “DEMASIADO PANFLETÁRIO”, o TAGV resolveu censurar o espectáculo. O palco vai ser o Auditório do IPJ, nos dias 27, 28 e 29 de Janeiro, pelas 21.30H. O b/DC não vai faltar e convida todas as pessoas a assistirem a esta CENSURA do TAGV.
O TEATRO em MOVIMENTO é uma companhia de descentralização teatral, criada em 1980. Ao longo do seu percurso fizeram espectáculos em todo o continente português, todas as ilhas da Região Autónoma dos Açores, Espanha, França, Bélgica e Suiça, num total que ultrapassa os cinco milhares de espectáculos.
São responsáveis, desde o seu início, pela organização do Encontro Internacional de Teatro de Torre de Moncorvo, que terá a sua 9ª edição em 2007.
São os criadores da Mostra Internacional de Teatro de Bragança, Festival Internacional de Marionetas, Festival de Teatro Português de Macedo de Cavaleiros e Festival de Artes de Pombal de Ansiães.
Marcaram presença em alguns dos mais destacados festivais de teatro de Portugal, tais como Festeixo, FITEI, Festival de Portalegre, Noites da Nora, Folia, Festival de Teatro Português em França, Festival de Teatro Português na Bélgica, entre outros.

Quem...?


















Um cidadão conimbricense enviou-nos estas 3 fotografias e 2 perguntas. As questões, pertinentes, são: “Quem controla o feixe de esgoto que há mais de 30 anos corre para o rio?”. Refere-se ao esgoto que vai desaguar ao rio paredes-meias com um dos mais afamados restaurantes da cidade. A segunda é ”Quem controla as irreverências dos senhores da câmara?”. De facto é visível uma carrinha, da CMC, que não respeita os sinais de trânsito.