
"Em tempos de mentira universal, dizer a verdade é um acto revolucionário". George Orwell


A Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) tornou publica a lista das Câmaras “más pagadoras”. Coimbra está no top do incumprimento, as liquidações ultrapassam os 12 meses.
Segundo a AICCOPN mais de 95 por cento dos pagamentos efectuados pelas autarquias não cumprem, por isso, o que a lei estabelece, uma vez que o prazo de pagamento que esta determina é de dois meses.
Mas, é de salientar quem cumpre e quem tem as suas contas em dia: Almeida, Amarante, Anadia, Braga, Gondomar, Matosinhos, Oliveira do Bairro, Paredes, Ponte de Lima, Sabugal e Vila Nova de Cerveira.

O surpreendente desta acção fiscalizadora foi “O valor auferido pelo casal Telo de Morais por prestar apoio à autarquia na preservação e gestão do património artístico é um dos casos em relação aos quais o Tribunal de Contas (TC) manifesta dúvidas. De acordo com o relatório da acção de fiscalização realizada à Câmara de Coimbra, a “fundamentação” utilizada pela autarquia para, em 1999, ter contratado por 2.800 euros mensais (valor actualizável de acordo com o aumento da função pública) o casal Telo de Morais em regime de prestação de serviços não se afigura “suficiente”. “Os avençados eram titulares de uma colecção de arte que doaram ao município de Coimbra (...). Como contrapartida, a câmara contrata os doadores em regime de prestação de serviços (...) invocando os seus amplos conhecimentos e experiência no campo das artes. Questiona-se se esta fundamentação será suficiente para permitir a aplicação daquela normal legal”, lê-se no relatório do TC.” (in Diário As Beiras, 10 Janeiro 2006).
Convidamos todos os artistas e coleccionadores de arte a doarem o seu espólio à CMC. Vale a pena, a negociata é rentável.


Já muita tinta correu, em possíveis explicações, sobre o ambiente cultural que se vive na cidade. É notório o silencioso mau estar. Muitas vezes revelando-se apenas em esplanadas e em raids nocturnos. Salvo, alguns agentes artísticos que de alguma forma têm denunciado o seu descontentamento. O blog DC tem como meta questionar e dar voz aos artistas da cidade sobre o que se passa, de facto, com a cultura coimbrã contemporânea. Muitos acusam as estruturas governamentais, o vereador da cultura ou os mecenas que não ajudam a cultura da região centro.
É isto que o b/DC vai tentar saber. Gradualmente, e convidando desde já todos os agentes artísticos e culturais da cidade a manifestarem-se, iremos tentar descortinar o que de facto se passa numa Capital, que já foi da cultura.
O b/DC mergulha nas suas influências, estuda, investiga, procura e tenta dar um olhar de relevo a quem tem a coragem de, educada e civicamente, comunicar o desagrado. Um dos trabalhos referencia para este objectivo do b/DC é, sem dúvida, um clipping de imprensa bem elaborado que contém a informação necessária para tirarmos certas conclusões. Referimo-nos ao dossier “A Escola da Noite e a Cultura em Coimbra”.
Ver http://www.aescoladanoite.pt/paginas/019-DossierCultura.html
Aproveitem para visitar o site da mais prestigiada companhia de teatro de Coimbra.

Quando parece que tudo estava resolvido entre o Metro Mondego (MM) e os moradores, ou seja; mais 15 dias para realojarem as pessoas em casas e não em pensões, indemnizações já ajustadas e tudo tratadinho conforme as noticias dos jornais, eis que nada é assim. Há advogados ainda em reuniões e as obras avançaram já hoje. A fotografia mostra esses sinais e os morados mostram-se mais uma vez indignados. 
Nós analisamos os comentários e, mesmo que possamos discordar, aceitamos e publicamos, como o caso do comentário anterior. Também publicamos o ridículo e neste caso ultrapassa todos os limites. Kenshin disse...”As obras que estão a decorrer não são as que estão na origem do alerta, essa posso assegurar que ainda não começaram. Portanto não existe qualquer risco, se foram dadas 48 horas é obvio que não se iam começar as obras depois de passarem 24. E mesmo passado o tempo, vai ser tudo fechado, e vai ser tudo verificado para não estar ninguém fora do perímetro de segurança.”
DC publica o absurdo mas depois prova o contrário. E o nosso argumento estão nas imagens que publicamos feitas à minutos. As obras já começaram sim e já ruiu parte de um prédio (ver seta). Eram 17.30H quando as maquinas começaram a avançar deixando os moradores perplexos.
Kenshin só pode ser alguém do Metro Mondego, da CMC ou algum agente infiltrado. Sentimos um orgulho acrescido quanto beliscamos os responsáveis da irresponsabilidade.
Num documento intitulado "Situação de Alerta - (ao abrigo do disposto na Lei nº27/2006, de 3 de Julho", com logótipos da CMC e da Protecção Civil de Coimbra, datado de 29 de Dezembro de 2006 e assinado pelo sr. Presidente da CMC lê-se no ponto 2.1: "A situação de Alerta enquadra-se no princípio de PREVENÇÃO, previsto na alínea b), do art. 5º, da Lei nº27/2006, nos termos do qual os riscos de acidente grave devem ser considerados de forma antecipada, de modo a eliminar as próprias causas, ou reduzir as suas consequências e justifica-se face à IMINÊNCIA DE OCORRÊNCIA de acidente grave, por FORÇA DA DEMOLIÇÃO/DESCONSTRUÇÃO dos prédios da Baixa de Coimbra, para inserção do M.L.M." - a caixa alta na citação é minha.
Fantástico o grau de PREVENÇÃO desta CMC e Protecção Civil! Ontem, sexta-feira é quando estes serviços pagos pelos cidadãos dão conhecimento às pessoas. Tudo muito bem enquadrado com o carnaval da imprensa que antecipadamente, esses sim, por inerência de agenda "política" receberam antecipadamente a respectiva informação. Ao contrário, os habitantes em causa são informados a 05/01 e é-lhes dito que têm 48h para dali sairem. É obra!
A prevenção foi de tal ordem que as obras do MLM começaram antes das pessoas terem sido realojadas (neste momento ainda não sairam), o que é realmente uma falta de respeito pela vida humana visto que num dos parágrafos do ponto 2 do documento acima referido, se pode ler. " A demolição/desconstrução oferece risco para a segurança pública;...". Porque começaram as obras antes? Para precisão psicológica?
Parece mesmo que é um caso de "trepidação".
O reinício das demolições está previsto para segunda-feira.
Porque é que não há mais respeito pelas pessoas?
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